Um convite para a escrita |
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Combinando ensaio, crítica literária e uma espécie de pedagogia da imaginação, Roberto Taddei parte de uma pergunta aparentemente modesta — como alguém passa do lugar de leitor ao de autor? — para construir uma reflexão ampla sobre liberdade criativa, consciência formal e autonomia.
A partir de autores como Virginia Woolf, Clarice Lispector, Anton Tchékhov, Jorge Luis Borges, Alice Munro, J.M. Coetzee, Geovani Martins e Cidinha da Silva, ele mostra como a literatura é atravessada por questões de gênero, classe, raça, história colonial e tradição, e como cada escritor, ao escrever, negocia com essas forças para criar algo verdadeiramente seu.
Mas Ser escritor é menos um manual e mais um convite. O livro aproxima o leitor dos bastidores da criação literária, desmistificando a ideia de “dom”, interrogando hierarquias e abrindo caminhos para que a escrita vá além do desejo e se torne uma prática possível. Este é um livro para quem escreve, para quem quer escrever e, sobretudo, para quem deseja ler melhor — ou ler como escritor. Uma reflexão sobre o que pode a literatura hoje, e sobre o que pode cada um de nós quando decide transformar a própria experiência em linguagem.
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Convidamos Roberto Taddei para falar sobre seu novo livro, Ser escritor |
Tornar-se escritor é uma expressão curiosa e que provoca algum estranhamento em boa parte das pessoas. Principalmente naquelas que acreditam que as pessoas já nascem escritoras, que é um dom inato, um talento natural. A verdade é que muito trabalho precisa ser realizado até que alguém consiga se reconhecer e anunciar como escritor. E a escrita de um livro é apenas a consequência desse trabalho.
Não é a escrita de um livro que faz de alguém escritor. O livro é a consequência desse estado em que se consegue operar a linguagem de uma maneira particular, com um fim particular, mas de modo a fazer sentido a outras pessoas.
Na volta para o Brasil, depois de um mestrado em escrita criativa no exterior, me dediquei a trabalhar para tornar esse tipo de ensino de escrita um modelo possível de ser realizado por aqui. E desde então é o que tenho feito. Esse livro que lanço agora, Ser Escritor: liberdade e consciência na criação literária, é o resultado dessa década e meia como professor de escrita criativa. Mas é também mais do que isso. É o que pude fazer após muitas décadas de experimentações, frustrações e realizações com a linguagem. Com a ideia, enfim, do que é ser ou tornar-se escritor.
Espero que tantos outros escritores e escritoras em formação, e muitos leitores e leitoras possam se aproveitar desse livro e das reflexões ali oferecidas. A ideia que atravessa o livro é reforçar a noção de que somos autores por princípio. E que tornar-se escritor implica nos emanciparmos para o uso da língua como a entendemos e praticamos.
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Por trás da escrita, com Marília Garcia e Roberto Taddei |
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Como um leitor torna-se escritor? Ler é o começo de tudo, mas escrever nos coloca em outra posição. Para o tradutor, jornalista e escritor Roberto Taddei, “se narramos e escrevemos pouco, não vivemos à altura das nossas experiências”. Já a poeta e tradutora Marília Garcia, fala que “escrever é olhar com as mãos” – um processo de criação que pode misturar sentidos e se inspirar em outras formas de arte.
Neste episódio, Stéphanie Roque recebe os dois escritores – que também são professores – para uma conversa sobre esse ofício.
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Um homem deixa misteriosamente sua vida pregressa rumo a uma comunidade litorânea. Relato incisivo sobre a desagregação física, familiar e social, A segunda morte traz uma singular descrição da velhice e do encontro humano com a morte. |
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