O livro mais pessoal de Patti Smith |
Crédito da foto: Lynn Goldsmith |
Em Pão dos anjos, a autora de Só garotos percorre toda a história de sua vida e reflete sobre escrita, música e arte
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Às vésperas de completar oitenta anos, Patti Smith se debruça sobre a própria história para escrever Pão dos anjos, seu livro mais pessoal. Da infância ao lado dos irmãos às doenças que teve ainda criança; da adolescência, com suas descobertas e seu contato com a arte; à juventude, quando vai para Nova York e lá encontra Robert Mapplethorpe; até a vida adulta, com a família que construiu — todas essas fases são escavadas pela artista e retratadas neste livro.
Pão dos anjos trabalha com a memória: não apenas no resgate dessas histórias, mas também como registro para o futuro. Patti Smith, artista multifacetada, encontra na literatura e na escrita a melhor forma de transmitir suas lembranças. |
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“Acreditava que poderia escrever o livro mais longo do mundo, registrar os acontecimentos de todos os dias. Escreveria tudo de tal forma que todos encontrariam ali algo de si. Alguns talvez permanecessem comigo, outros criariam asas.” |
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Crédito da foto: Lynn Goldsmith |
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Apesar da infância marcada por problemas de saúde e constantes mudanças de moradia em conjuntos habitacionais, Patti Smith, desde pequena, teve uma vida cheia de afeto e magia. Quando a realidade parecia dura ou insuficiente, Smith recorria à imaginação: inventava aventuras de uma viajante que não viajava, desaparecia em seu próprio mundo. Tudo era “um poema em potencial”, desde o olhar de sua cachorra ao som da caneta riscando o papel.
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“Isso é algo que consigo fazer, me sentar em silêncio, ir para outro lugar e não voltar de mãos vazias.” |
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Entre lembranças concretas e devaneios, as experiências vividas pela autora ao longo de sua trajetória influenciaram sua atitude otimista em relação à vida. As memórias de Patti estão ligadas à lembrança imaculada de gestos de bondade não premeditados por todas as pessoas que passaram pela sua vida – direta ou indiretamente –, esse é seu “pão dos anjos”: uma cadeia de generosidades que sustenta a vida e a arte.
A obra se soma a outros livros memorialísticos da artista, como Linha M (2015) e O ano do macaco (2019) (2019), que também apresentam fragmentos de sua trajetória. Em Pão dos Anjos, porém, Smith se dedica pela primeira vez a percorrer toda a sua vida, com episódios raramente comentados pela artista.
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“SE PERDER O COMPASSO, INVENTE OUTRO” |
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Este é o conselho que Sam Shepard deu à Patti Smith, que guiou toda sua trajetória pelas diferentes formas de arte que experimentou. A ideia de seguir criando mesmo quando se perde a direção permeia toda sua obra, movida pelo impulso de transfigurar a beleza e a brutalidade da existência. O relato revisita os marcos da sua trajetória como artista, como o período de criação de Horses, seu álbum de estreia que recentemente completou 50 anos, considerado um marco na história do rock.
Smith relembra o contexto da época, marcado por uma juventude – ou ratos da arte, como descreve – que muitas vezes se sentia deslocada ou rejeitada pelas próprias famílias. Seu desejo não era agradar o grande público, mas se conectar com as margens da sociedade. Outros episódios incluem recusar a fazer playback em um programa de televisão ou se negar a alterar a letra da canção Dancing Barefoot para torná-la mais adequada às rádios.
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“Nunca imaginei ter uma vida longa. Só esperava viver o suficiente para fazer algo de valor e encontrar um companheiro para amar e com quem trabalhar.” |
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Em Pão dos anjos, Patti Smith encontra um meio de preservar a memória de sua vida. A artista rastreia tudo de volta à sua infância: seu compromisso com a arte, seu amor pelos livros, sua relação com a família, os artistas que a influenciaram e as pessoas com quem conviveu – toda o caminho que tornou quem ela é hoje: a voz que fez da rebeldia uma forma de arte.
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Conheça outros livros de Patti Smith
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Primeiro livro de Patti Smith publicado no Brasil – o começo das suas memórias com o relato comovente da história de amor e amizade entre ela e o fotógrafo Robert Mapplethorpe.
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Um mapa para a vida de Patti Smith.
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Por que escrevemos? De onde vêm as ideias para uma história? Como funcionam as engrenagens da inspiração e da literatura? Dividido em três partes, Devoção vai refletir sobre questões como essas. |
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Neste emocionante relato autobiográfico, a lendária compositora de Horses propõe uma vigorosa meditação sobre morte, política, arte e um mundo em convulsão. |
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Inspirado em sua conta no Instagram, Um livro dos dias reúne fotos e textos que compõem um diário visual da artista. |
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Patti Smith Tradução de Camila von Holdefer 272 páginas
R$ 89,90 (físico) / R$ 44,90 (e-book) |
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Enviado por Editora Schwarcz S.A. Rua Bandeira Paulista, 702, cj. 32 - 04532-002 - São Paulo - SP
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